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Mercado de portaria remota prevê crescimento de 30% em 2020


09/10/2019 11h57

O levantamento indicou que 34% das empresas de portarias virtuais requalificam os porteiros para continuar prestando serviços ao condomínio

DINO

Trocar o porteiro por um sistema de portaria remota - esta é a realidade de inúmeros condomínios que investem na tecnologia em busca de mais segurança, respaldo e equilíbrio do orçamento. O levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese) com empresas de segurança de todo o Brasil que trabalham com a solução mostrou que a instalação e gerenciamento de portarias remotas já representa até 20% do volume de vendas de 67% dos entrevistados e 11% das empresas já trabalham exclusivamente na oferta de portaria remota, além disso, para 22,7% a expectativa de crescimento para o próximo ano supera 30%.

Apesar do otimismo, 76,5% das empresas revelaram que sofrem ou já sofreram algum tipo de resistência por parte dos condomínios em relação à nova tecnologia. Entre os principais questionamentos está a dúvida sobre a segurança do sistema, uma vez que a solução representa uma quebra de paradigma. No entanto, com o sistema implementado fica mais fácil respaldar a entrada e saída com imagens - dados que ficam gravados no sistema e que podem ser utilizados assim que necessário.

Outra questão passa pelos profissionais de portaria que temem ficar sem emprego. A questão é amplamente discutida pelos sindicatos espalhados pelo Brasil e também entre os moradores. Contudo, a pesquisa mostra que 34,5% das empresas que atuam com Portaria Remota já realizam a requalificação dos porteiros para as áreas de atendimento, assistentes de manutenção, operadores remotos, seguranças, ou até mesmo para compor portarias híbridas - que operam com o profissional local junto ao sistema remoto.

"A Abese entende que as portarias remotas têm gerado novas oportunidades de emprego e aprendizado aos profissionais dos condomínios. Muitas empresas do setor de segurança eletrônica têm contratado porteiros para trabalharem em centrais de videomonitoramento, além de outras ofertas de trabalho para atividades pertinentes ao atendimento, ao monitoramento externo, instalações de sistemas, desenvolvimento de softwares, dentre outras funções", afirma a presidente da Abese, Selma Migliori.

O cenário das portarias remotas ainda está concentrado nas regiões Sul e Sudeste, aponta a pesquisa. São Paulo concentra 43,5% das empresas, seguido pelo Paraná com 13%, Rio Grande do Sul (9,2%), Rio de Janeiro (8,4%) e Minas Gerais (7,6%). No Nordeste, o Ceará aparece em primeiro com 5,3%. Apesar da tecnologia ser relativamente nova, dentre os entrevistados 58,8% atua no setor de segurança há mais de 10 anos, o que significa que a solução foi incorporada ao portfólio da empresa e convive junto com outros tipos de serviço, 85,7% afirmam que oferecem múltiplas soluções.

Sobre a ABESE

Fundada em 1995 a ABESE é uma associação empresarial de âmbito nacional e sem fins lucrativos, representante das empresas de sistemas eletrônicos de segurança, que lidam com diversos tipos de tecnologias disruptivas como leitores faciais, rastreadores, videomonitoramento, controles de acesso, o que envolve portarias remotas, dentre outros recursos voltados para a otimização da segurança, promovendo segurança inteligente.

O setor de segurança eletrônica faturou no ano passado R$ 6,52 bilhões no país, alta de 8% frente ao ano anterior - e para 2019 as oportunidades podem ser ainda maiores. Alavancado por novas tecnologias que facilitaram a instalação e o uso de soluções de segurança, o setor espera fechar o ano com crescimento de 10%, gerando empregos, contribuindo com a retomada do crescimento e com a segurança do País.


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