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Desafios da realidade virtual para a nova década


São Paulo - SP 01/06/2020 02h11

Photo by unknown - Public Domain

A realidade virtual já é um tema amplamente debatido e anunciado há muitos anos, mas mesmo com todos os holofotes e as promessas de inovações essa tecnologia ainda não decolou de maneira forte a nível global.

Por mais que a realidade virtual tenha um potencial quase infinito e utilizada amplamente em setores que vão além do entretenimento, como no treinamento na área da saúde, ainda há desafios importantes a serem ultrapassados para que o uso dessa tecnologia cumpra as suas grandes expectativas.

Com o início da nova década, abaixo listamos quatro desafios que a realidade virtual precisa superar para chegar a um novo patamar.

Se tornar mais acessível

Segundo dados coletados pelo site BankMyCell, 2020 começou com aproximadamente 45% da população mundial com acesso a um smartphone — número que representa um total de 3.5 bilhões de pessoas.

Por mais que o smartphone, amparado por uma indústria sempre inovadora, seja um dispositivo móvel tão precioso e necessário na rotina das pessoas, tamanha popularidade a nível global não seria possível se houvesse altíssima concorrência entre os fabricantes e preços acessíveis para os usuários.

Quando o assunto é realidade virtual, os fabricantes precisam tirar lições valiosas da indústria dos smartphones, mesmo que sempre em proporções menores quanto ao número de usuários e dinheiro investido.

Essa mesma visão é compartilhada por John Riccitiello, CEO da Unity, empresa de software e desenvolvedora de jogos da Califórnia. “Preço e conteúdo são absolutamente fundamentais para compreender se esta indústria (realidade virtual) cumprirá as expectativas”, afirmou em entrevista para o site Design News (conteúdo em inglês).

A visão do empresário é complementada por Frank Soqui, diretor da unidade de realidade virtual da Intel, que pontua a necessidade do custo de um aparelho de realidade virtual ser mais acessível para gerar mais lucro para os fabricantes e menos custo para os consumidores.

Nos dias atuais, colocar em prática a realidade virtual não é fácil. Vale ressaltar que um bom óculos de realidade virtual não sai por menos de R$ 600, enquanto há modelos de primeira linha que facilmente ultrapassam a barreira dos R$ 5.000 — como o Oculos Rift S.

Uso prático maior com os smartphones

De volta aos smartphones, a necessidade desse dispositivo móvel estar entrelaçado com a realidade virtual é fundamental para essa tecnologia decolar. De acordo com dados divulgados pelo site Kommando Tech (conteúdo em inglês), os estadunidenses passam em média cinco horas por dia conectados diretamente ao celular, sendo que as pessoas checam o visor do smartphone pelo cerca de 58 vezes diariamente.

A dependência do uso dos smartphones é algo que só deve aumentar nos próximos anos e a realidade virtual precisa acompanhar esse fenômeno de consumo para que o seu produto possa ser utilizado amplamente.

A experiência com o uso da realidade virtual com os smartphones cresce a cada ano, mas ainda não ao ponto do usuário não depender do PC ou do videogame para utilizar a tecnologia de maneira satisfatória.

“A indústria da realidade virtual não vai funcionar se você precisar estar conectado ao PC. Será preciso trazer essa tecnologia para o cotidiano das pessoas”, afirma Riccitiello.

Acompanhar a chegada da nova geração de games

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A nova geração de videogames está para chegar. Com o PlayStation 5 e o Xbox Series X com data de lançamento prevista para ainda o fim deste ano, a indústria dos games deve passar por uma atualização massiva em hardware.

Para a realidade virtual, a transição para a nova geração é um momento crucial para o futuro dessa tecnologia. Para a próxima geração, uma adaptação lenta e cheia de pequenos erros pode gerar um efeito catastrófico sobre as expectativas da realidade virtual.

Em contramão, alguns especialistas mais céticos pensam que a realidade virtual ainda precisa se adaptar totalmente com a geração atual de jogos antes de pensar na próxima. É o que afirma Soqui, ao dizer que esta tecnologia ainda não se adaptou totalmente com o modo como se joga ou assiste cinema.

O desafio atual também está na internet, pois uma das principais barreiras da realidade virtual na área dos jogos é aperfeiçoar todas as sensações que hoje o jogador já consegue obter nos sites — como no cassino online da Betway, por exemplo, em que há muito realismo nos jogos de caça-níqueis online, através de sons apurados, gráficos avançados e variações que empossam o usuário de muitas possibilidades.

Portanto, para a realidade virtual se tornar um grande marco na área dos jogos de entretenimento digital — seja nos consoles ou nos sites —, os desenvolvedores terão de superar a tecnologia atual em praticamente todos os aspectos e principalmente a noção de realidade para o jogador emergir ainda mais na experiência online.

Emplacar um grande sucesso nos videogames ou cinema

A realidade virtual já está na área e foi amplamente anunciada com games dedicados a tal para o PlayStation 4, mas, como dito, nenhum realmente entrou para o mainstream como uma forma excelente de atrair novas pessoas à tecnologia.

Para a nova década, será crucial os gamers dependerem dessa tecnologia para jogarem jogos de sucesso de crítica, com nível de impacto como Red Dead Redemption 2, The Witcher 3 ou Detroit: Become Human tiveram nos seus respectivos lançamentos.

Enquanto a realidade virtual for encarada como algo de nicho e que só alguns entusiastas realmente anseiam por novidades do ramo, esta tecnologia seguirá com dificuldades de se tornar amplamente consumida no mundo todo.

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