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Arie Halpern: YouTube aperta o cerco contra postagens ofensivas


18/12/2019 13h57

A plataforma de compartilhamento de vídeos mais importante do mundo, o YouTube, anunciou esta semana uma política para o banimento de material ofensivo ou que contenha ameaças muito mais restritiva do que havia anteriormente. A decisão está sendo considerada pelos especialistas em cibercultura como um marco, um divisor, que aponta a partir de agora claramente para controles estritos por parte dos grandes hubs de Internet.

DINO

A plataforma de compartilhamento de vídeos mais importante do mundo, o YouTube, anunciou esta semana uma política para o banimento de material ofensivo ou que contenha ameaças muito mais restritiva do que havia anteriormente. A decisão está sendo considerada pelos especialistas em cibercultura como um marco, um divisor, que aponta a partir de agora claramente para controles estritos por parte dos grandes hubs de Internet.

O YouTube já havia banido vídeos que continham ameaças explícitas de violência, nos quais alguém era intimidado por sua aparência, que continham informações pessoais de alguém e, assim, poderia comprometer sua segurança ou privacidade ou que encorajavam o público a assediar alguém. Mas a nova política também proíbe ameaças veladas ou implícitas de violência. Nesse caso, entraria uma frase como: "é melhor tomar cuidado". Também fica de fora da plataforma a produção de conteúdos com violência simulada em relação a um indivíduo e insultos maliciosos com base em atributos protegidos, como raça, expressão de gênero ou orientação sexual. A ideia dos responsáveis pelo hub é que agressores, ao serem flagrados, não possam - como fazem muitas vezes - esconder-se na proposição "era só brincadeira".

A empresa, que hoje é uma subsidiária da Google, foi criada por um grupo de empreendedores independentes em 2005, e, no ano seguinte, vendida para o grande conglomerado por US$ 1,65 bilhão. Hoje, quase 2 bilhões de usuários conectados acessam a plataforma todos os meses, pouco menos que um terço da população mundial. Diariamente, são assistidos mais de 1 bilhão de horas de vídeo, o que significa dizer que se dois dias de YouTube fossem transmitidos um após o outro, seria possível remontar ao tempo em que nossos primeiros ancestrais dominaram o fogo, 250 mil anos atrás.

Esses números grandiosos dão a dimensão do que estamos vivendo nessa época de revolução digital, que não tem mais de três décadas de existência, e ainda dá os seus primeiros passos. Evidentemente, há ganhos incríveis nessa curta jornada, que transformou todas as atividades humanas, no trabalho, no lazer, nos relacionamentos amorosos e familiares, na arte, na cultura e na ciência. No entanto, seria de se esperar, há também um lado mais sombrio. Disseminaram-se nesse período fake news, ameaças, fraudes, bullying. E, cada vez mais, é preciso promover políticas para que prevaleça o interesse público mais amplo, em nome de um convívio mais saudável nesse meio digital no qual estamos mergulhados.

Com informações: BBC Tech; YouTube; Wikipedia


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