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Em meio à pandemia do novo coronavírus, fintechs de crédito consolidam relevância graças às transações descomplicadas e 100% remotas


São Paulo 17/06/2020 11h20

Momento desafiador exige soluções que facilitem a chegada de recursos à população

O cenário de incertezas causado pela pandemia do coronavírus criou uma série de desafios econômicos e sociais. A crise interrompeu de forma brusca o fluxo de caixa de micro, pequenas e médias empresas, para além das famílias, que precisam se reorganizar para manter as contas em dia e para lidar com eventuais consequências do momento, como o desemprego. Neste contexto, as fintechs de crédito conquistam mais espaço. Antes da Covid-19, a expectativa era que o valor de crédito concedido por elas triplicasse em relação ao ano anterior, chegando aos R$ 10 milhões em 2020, uma relevância alcançada graças às transações 100% digitais.

Com a quarentena, situação em que as pessoas não podem circular e precisam resolver tudo o que for possível de forma online, as fintechs possibilitam que famílias que perderam renda, profissionais liberais e autônomos, perfis que tendem a ter dificuldade de acesso a crédito via instituições financeiras tradicionais, solicitem crédito online, até mesmo via smartphone, no momento de maior necessidade. Por ter uma operação digital, os processos de avaliação, análises de risco, aprovação e liberação de recursos das fintechs também são mais ágeis, ideais para o momento.

Deriva também da tecnologia uma das potencialidades dos processos das fintechs. Usando inteligência artificial, elas têm dados que permitem entender as diferentes realidades e particularidades dos tomadores de crédito, sejam eles pequenas empresas ou pessoas físicas.

"As fintechs nasceram para oferecer acesso 100% remoto, sem deslocamento, sem burocracia, tudo tecnológico, com alta capilaridade. É exatamente o que se necessita agora, já que o crédito é uma das principais ferramentas para que famílias e pequenos negócios, que respondem por grande parte dos empregos no país, naveguem por esse momento desafiador de maneira um pouco menos conturbada", afirma Rafael Pereira, presidente da ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital), que representa as fintechs de crédito. A entidade, inclusive, tem mantido diálogo constante com as autoridades monetárias para mostrar de que forma as fintechs podem atender às necessidades dos pequenos negócios e, assim, mitigar os efeitos da pandemia na economia.

No fim de março, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou as fintechs de crédito que operam na modalidade de Sociedades de Crédito Direto (SCD) a emitir cartões de crédito e a obter financiamento junto ao BNDES. A mudança faz parte de um conjunto de aprimoramentos na regulação dessas instituições, criadas em 2018.

"As fintechs têm uma missão fundamental de contribuir para que recursos cheguem na ponta, para todos que precisam, da forma mais prática e conveniente possível", finaliza Pereira.

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