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O Brasil precisa de inteligência. Por José Antonio Puppio


São Paulo 19/06/2020 14h28

Quando olhamos os países mais populosos do planeta, o Brasil está entre os 10 mais populosos, mas vemos que estamos entre os maiores produtores de alimentos, já que possuímos o dobro da área agriculturável dos Estados Unidos. Além disso, somos praticamente independentes em petróleo, no entanto, nosso combustível está entre os mais caros do mundo, deixando nossa população empobrecida, pois os governos dos últimos 18 anos, somente souberam colocar uma carga tributária que deixa a população sem caminho e nem alternativa para a riqueza.

Nosso produto, o etanol ,que deveria representar a nossa independência de energia, está inserido dentro de uma carga tributária totalmente política, que não consegue deixar o povo brasileiro crescer.

Se o Brasil é o dono da tecnologia do etanol, por qual motivo não produzimos automóveis, caminhões e tratores, unicamente com esta tecnologia?

Caso o Brasil fosse governado na sua câmara de deputados e no senado por patriotas que se dedicassem em desenvolver o povo e trazer a riqueza para dentro do país, poderíamos ter 300 mil usinas de etanol gerando 15 milhões de empregos, mas teríamos que ter um país que apresentasse um sistema tributário simplificado e moderno, sem burocracia, tendo de equacionar para o imposto único, mas sendo um micro imposto.

Hoje podemos dizer que a tecnologia do etanol não perde em nada para tecnologia da gasolina e ainda teríamos uma redução da poluição em torno de 70%, sem contar que o motor com etanol apresenta uma durabilidade muito maior, mas nossos deputados e senadores e demais cargos políticos não abrem mão de suas regalias gigantescas, não deixando que o povo melhore suas condições de vida.

A hora é agora de dizer que todos esses projetos cogitados necessitam que o Brasil tenha inteligência e cidadania precisas e assertivas de todos os políticos, deixando de lado suas ganâncias e anseios, pois temos terras férteis e temos um quinto de toda água potável do planeta.

Não podemos permitir, como vem sendo feito nos últimos 18 anos, que o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social) continue emprestando para países estrangeiros, conforme esclarecemos abaixo:

Argentina: 6,5 bilhões dólares

Angola: 5,2 bilhões dólares

Venezuela: 2,4 bilhões dólares

República Dominicana: 1,5 bilhões dólares

Cuba: 700 milhões dólares

Moçambique: 500 milhões dólares

Peru: 400 milhões de dólares

Sendo que, originalmente, este banco deveria alavancar o desenvolvimento social brasileiro e, como os números demonstram, nada tem sido feito em benefício dos brasileiros.

*José Antonio Puppio é empresário e autor do livro Impossível é o que não se tentou

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