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Empréstimo consignado é opção para famílias em meio a pandemia


São Paulo 23/06/2020 17h47

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Por: Patrícia Soares, CEO da Prestho

O surgimento da pandemia do novo coronavírus impactou negativamente o setor econômico brasileiro, atingindo empresários, pequenos e médios comerciantes e principalmente a classe de trabalhadores e aposentados e pensionistas do INSS. Durante os início do isolamento social o governo aprovou medidas emergenciais de acesso ao crédito consignado, diminuindo taxas e alongando o prazo de pagamento com o objetivo de dar mais recursos aos aposentados e pensionistas para atenuar os efeitos da pandemia.

Os idosos conseguem, hoje, solicitar um empréstimo com uma taxa de juros mais baixa, saindo de 2,08% para taxa máxima de 1,80%. No entanto, a taxa média de contratação é de R$ 1,65%, a menor taxa dos últimos anos. O cartão de crédito consignado também teve redução na taxa de 3,00% para 2,70%. A movimentação agora é a para aumentar a margem consignável de 35% para 40%. O PL 2017/2020 que segue em tramitação na Câmara dos Deputados, que refere a este aumento de 5%, foi incorporada a Medida Provisória 963 e aprovada na última semana do mês de maio, que passa ao Senado Federal para ser votada no dia 17 de junho. Com este aumento, o mercado pode receber uma injeção de mais de R$ 25 bi, ajudando mais de 27 milhões de idosos.

Com condições mais flexíveis e vantajosas operadas pelo governo, as fintechs - empresas do ramo financeiro - tem ajudado na reestruturação de dívidas deste público. Ao contrário do que muito se pensa, o crédito consignado tem sido a saída para muitas famílias que estão sem renda. Segundo o Banco Central, o valor dos empréstimos consignados passou de R$ 47 milhões, nos três primeiros meses de 2019, para R$ 55,7 milhões, neste ano.

Se for comparado com outros tipos de serviços, essa é uma das modalidades de empréstimo mais baratas. Por isso, as fintechs de crédito - em alta no mercado - estão conseguindo aproximar por meio de soluções tecnologias quem precisa de dinheiro e quem pode emprestar. Com estruturas mais enxutas, as startups oferecem análise de crédito diretamente do celular ou do computador. Além disso, é uma opção rápida e prática comparado aos bancos tradicionais que tendem a restringir a liberação de empréstimos por meio de inadimplência.

As fintechs, por sua vez, tem se destacado nesse momento pela capacidade de ampliarem as ofertas de créditos para atender a demanda de pessoas e empresas que procuram meio para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia. Outro ponto importante são os processos digitais, com as fintechs, os serviços se intensificaram ainda mais com o isolamento social, com opções práticas e seguros os negócios que oferecem esse tipo de serviço financeiro continuam atendendo seus clientes normalmente.

Vale ressaltar que tais medidas podem aquecer o mercado brasileiro, com mais dinheiro circulando, a população pode voltar a comprar e isso ajuda a movimentar a economia. Mas mesmo com tanta facilidade, a opção de crédito não é recomendada para pessoas que querem utilizar apenas por estar disponível ou por ser uma boa oportunidade. Estamos enfrentando um período bastante sensível que traz uma crise de saúde e a crise econômica. Pode ter redução de renda, desemprego, então é muito importante que as pessoas fiquem atentas ao seu orçamento para não se endividarem. Se não há a necessidade da contratação, a melhor opção é deixá-la para um segundo momento.

O período atual tem mostrado o quão importante a internet e o acesso aos serviços financeiros digitais têm sido essenciais e contribuem tanto num momento como o de crise. A pandemia acelerou a curva de inclusão digital brasileira. Na Prestho percebemos este comportamento muito atenuado em nosso público, a maioria idosos acima de 60 anos. Com o isolamento social e por fazerem parte do grupo de risco - se tornando mais vulnerável ao coronavírus -, para poder continuarem suas rotinas passaram a usar mais a internet e utilizar serviços de aplicativos, inclusive os bancários. Após a pandemia a população se sentirá mais à vontade para continuar utilizando serviços online. Atravessamos um período constante de inovação que vai impactar empresas, governo e principalmente as pessoas.

*Patrícia Soares é CEO da Prestho (www.prestho.com.br), uma das primeiras fintechs do Brasil a lançar uma tecnologia 100% disruptiva e desenvolvida com foco na experiência do usuário. A empresa surgiu para facilitar o acesso ao crédito consignado para um público até então pouco explorado: os seniores digitais. Por meio da tecnologia, a empresa consegue ajudar também a combater fraudes por telefone e as reclamações que ocorrem no setor.


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