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Vôlei na pandemia: Levantadora treina com bolas de outros esportes para não perder o toque


São Paulo - SP 17/07/2020 14h56

Após se recuperar de uma cirurgia no joelho, Nikoli Siqueira enfrenta pandemia com disposição e expectativa de voltar a jogar

Bolas de handebol, futebol e basquete usadas os treinos - Divulgação

Ibitinga é famosa como a "Capital Nacional do Bordado". A cidade do interior paulista entrou no mapa do vôlei com a líbero Léia. E, se depender da levantadora Nikoli Siqueira, vai aumentar sua representatividade no esporte. A atleta de 19 anos superou uma lesão no joelho em 2019 e não se deixa abalar nos dias de isolamento em função da pandemia pela COVID-19. Para manter a precisão técnica, são mais de 1.500 toques e mil manchetes por dia. “Eu uso bolas de basquete, handebol, futebol e finalizo com a de vôlei. Os diferentes encaixes e pesos ajudam a manter a precisão e evitar erros como dois toques”, conta a jogadora.

Além dos treinos técnicos, Nikoli faz trabalho físico em dois períodos. O objetivo é manter o condicionamento físico e garantir o fortalecimento dos membros inferiores, após romper o ligamento cruzado anterior da perna esquerda. “Torci o joelho em uma queda em um treino para o meu último jogo por Ibitinga. Fiz a cirurgia em abril de 2019 e após três meses estava na academia. Nunca deixei de ir ao ginásio e treinar o gesto técnico do jeito que dava. Em seis meses estava de volta à quadra”, relata a levantadora.

O foco na preparação não diminui a ansiedade para que o esporte retorne após o período de isolamento em função do novo coronavírus. “A expectativa é muito grande para voltar a jogar e poder mostrar o melhor do meu trabalho. Acertei com o Sirius, de São José dos Campos. Fui contratada pelo clube e voltando da pandemia, assino com eles para terminar a temporada no Vale do Paraíba. Enquanto isso, sigo treinando em casa da melhor forma possível e mantendo uma dieta equilibrada”, explica Nikoli, que conta com a ajuda do pai, Dirceu, na rotina de exercícios.

Nikoli não cuidou só do corpo, mas também da cabeça durante a recuperação da cirurgia. E essa força mental tem sido importante também nesse período de paralisação do esporte de competição. “Aprendi a ser forte também psicologicamente. E Foi uma vitória quando, após dez meses da lesão no joelho, passei nos testes físicos para integrar a equipe do Sírius. Claro que tive dúvidas e medo de não conseguir voltar no mesmo ritmo de antes, mas todo o esforço valeu a pena”, avalia a levantadora, que se apaixonou pelo vôlei nas aulas de educação física escolar e tem Fofão e Fernanda Venturini como referência, além de buscar inspiração no estilo de nomes como Fabíola, Roberta e Macris.


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