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Tecnologias modernas oferecem maior segurança e reduzem tempo de internação hospitalar em cirurgias cardíacas


São Paulo - SP 25/08/2020 12h11

Mais da metade das cirurgias cardíacas foram canceladas em SP por medo da pandemia, diz pesquisa

Equipamento XTRA, da LivaNova, funciona na autotransfusão - Divulgação/LivaNova PLC

Enquanto a segunda onda da COVID-19 já aconteceu em vários países, como China, Alemanha e Israel, aqui no Brasil há uma preocupação crescente com o número de pacientes com doenças graves que estão deixando de ir ao hospital. "A segunda onda provavelmente não será causada pela COVID-19, mas pela quantidade enorme de pacientes que retornarão para serem tratados por outras doenças em uma situação muito pior do que se encontravam antes da pandemia, já que o medo os afugentou dos hospitais", afirma Gustavo Judas, presidente da Sociedade de Cirurgia Cardiovascular do Estado de São Paulo. "Alguns problemas cardíacos, por exemplo, não podem esperar até a pandemia acabar."

Segundo uma pesquisa feita pela entidade em 15 cidades do estado no período de 27 de abril a 12 de maio, mais da metade das cirurgias cardíacas foram canceladas: uma redução de 51 a 60% das cirurgias cardíacas nos serviços do SUS, e de 81 a 90% nos serviços particulares. "Diversos países com bons sistemas de saúde e que estão retomando suas atividades em uma situação muito próxima da normalidade, estão enfrentando um aumento de demanda por serviços de saúde maior que sua capacidade de atendimento o que tem acarretado maior espera para determinados agravos à saúde", afirma Gustavo Judas.

Para ele, no começo da pandemia o medo de ir ao hospital foi justificado, pois houve uma alta contaminação entre profissionais de saúde já que pouco se sabia sobre o modo de transmissão do vírus. "Hoje o risco de se contaminar no hospital é muito reduzido, porque já aprendemos a manejar sua transmissibilidade."

Tecnologias modernas oferecem maior segurança e reduzem tempo de internação hospitalar

Várias tecnologias utilizadas nas cirurgias cardíacas, além de darem maior segurança ao paciente, reduzem o tempo de estadia do paciente no hospital. Segundo Gustavo Judas, pessoas com estenose aórtica - problema das válvulas do coração que afeta entre 2 a 7% da população acima dos 65 anos - não devem esperar muito para serem tratadas, principalmente se tiverem sintomas de cansaço, dor no peito e/ou tontura. A boa notícia é que a válvula cardíaca sem sutura Perceval facilita a cirurgia de troca da válvula aórtica, diminuindo o tempo de permanência em UTI, economizando recursos hospitalares e trazendo mais conforto e segurança aos pacientes.

Além disso, nas cirurgias cardíacas onde ocorre muita perda de sangue, a técnica de autotransfusão pode ser utilizada. Esta permite que o próprio sangue “perdido” pelo paciente durante a cirurgia seja processado e retransfundido, evitando-se assim infecções e problemas de compatibilidade sanguínea, o que acaba reduzindo o tempo do paciente no hospital. Em época de incertezas quanto à triagem do sangue em relação à presença do coronavírus e ao próprio desabastecimento dos bancos de sangue, a utilização da autotransfusão, como o sistema XTRA, pode ser a alternativa a seguir. "Com estas e outras tecnologias e o conhecimento que já temos sobre o coronavírus, o lugar mais seguro para quem precisa de uma cirurgia cardíaca é o hospital", afirma Gustavo Judas. "Como presidente da Sociedade de Cirurgia Cardiovascular do Estado de São Paulo, faço um apelo a médicos e pacientes que não esper em passar a pandemia para problemas que podem se agravar se não tratados agora."

Menor custo para o paciente e para as seguradoras

"É importante frisar que além de serem seguras, estas tecnologias pesam menos no bolso do paciente e das seguradoras", afirma Fábio Zanini, diretor da LivaNova, líder mundial em tecnologias inovadoras para a área cardiovascular. "Tanto a válvula cardíaca sem sutura Perceval, quanto o sistema XTRA, para autotransfusão, permitem que os pacientes passem menos dias na unidade de terapia intensiva, barateando consideravelmente o custo de sua internação."

Sobre a LivaNova

A LivaNova PLC é uma empresa global de tecnologia e inovação médica, construída com quase cinco décadas de experiência e um compromisso incansável de proporcionar esperança aos pacientes e suas famílias por meio de tecnologias médicas inovadoras, oferecendo melhorias para a cabeça e o coração. Sediada em Londres, a LivaNova emprega aproximadamente 4.000 funcionários e está presente em mais de 100 países para o benefício de pacientes, profissionais de saúde e sistemas de saúde em todo o mundo. A LivaNova opera como dois negócios: Cardiovascular e Neuromodulação, com sede em Mirandola (Itália) e Houston (EUA), respectivamente.

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