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Levantamento aponta que compras por crediário diminuíram 5,75% no mês de junho


Rio do Sul - SC 23/07/2020 10h36

Pesquisa elaborada pelo Meu Crediário pode trazer um indicativo de arrefecimento na próxima edição da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE

Jeison Schneider, CEO do Meu Crediário - Divulgação

A desejada recuperação em “V” do comércio varejista no Brasil ainda parece ser uma incógnita. Embora o volume de vendas do varejo tenha crescido 13,9% em maio, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE, um outro levantamento realizado pelo sistema Meu Crediário - sistema de análise de crédito e cobrança que atende diversos segmentos varejistas - aponta uma queda de 5,75% nas vendas por crediário no mês de junho em comparação ao mês anterior. A pesquisa leva em consideração os dados de pouco mais de 1.000 lojas parceiras da empresa.

De acordo com Jeison Schneider, CEO do Meu Crediário, apesar de não ser uma estatística que abranja todo o segmento varejista, o levantamento pode trazer um indicativo de arrefecimento na próxima edição da Pesquisa Mensal de Comércio - prevista para agosto - que irá trazer os dados consolidados do varejo em junho. “Historicamente maio é um mês bom para vendas no varejo por conta do Dia das Mães. Neste ano, a pandemia prejudicou um pouco o desempenho da data comemorativa, mas o resultado alcançado (-10%) foi até acima das expectativas”, relata.

O levantamento realizado pelo Meu Crediário também aponta que as vendas pelas redes varejistas no crediário tiveram uma redução de 10% em junho se comparado com o mesmo período de 2019. “Diante das circunstâncias atuais, essa é uma performance até satisfatória”, opina Schneider.

Para o curto e médio prazo, o executivo informa que os lojistas - com maior caixa e operação de crediário organizada - terão a possibilidade de aumentar suas vendas pela modalidade. “Como alguns bancos reduziram limites do cartão de crédito e empréstimo pessoal para diversos correntistas, a tendência é que esses consumidores procurem parcelar diretamente com as lojas suas compras menos essenciais, incluindo roupas, calçados, cosméticos, etc.”, analisa.

Inadimplência

O levantamento do Meu Crediário registra ainda que o número de parcelas atrasadas no crediário no final de junho, com mais de 30 dias de atraso, diminuiu 2,12% em comparação a maio. “A inadimplência saltou nos meses de março, abril e maio principalmente por conta do fechamento do comércio. Com o retorno da 'nova' rotina, muitas pessoas resolveram quitar suas pendências com as redes varejistas”, detalha Schneider.

Em relação ao futuro, o empreendedor relata que é impossível prever a conjuntura da inadimplência até o final do ano. Por isso, segundo o empreendedor, as marcas varejistas precisam avaliar cuidadosamente o percentual de pagamento em cada grupo de risco. “O lojista mais do que nunca precisa saber vender neste momento crucial. Ou seja, é preciso manejar a oferta de crédito corretamente em cada perfil de cliente para não comprometer o fluxo de caixa”, conclui.


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