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FEIRA PATCHWORK DESIGN ACONTECE DE 15 A 18 DE ABRIL NO CLUBE MONTE LÍBANO


Rio de Janeiro 11/03/2020 11h56

O evento terá uma ação social voltada para as crianças com câncer, exposição e oficinas populares de costura criativa.

Este é o segundo ano que os “Carequinhas do Bem” estão presentes no evento. - divulgação

A tradicional Patchwork Design é uma atração especial para todos os públicos e acontecerá de 15 a 18 de abril no Clube Monte Líbano, na Lagoa, das 13h às 19h. A feira traz uma série de novidades em produtos para os amantes do artesanato, além de ser uma excelente oportunidade para artesãos. Na programação haverá oficinas populares voltadas para quem quer aprender a confeccionar produtos feitos à mão e entrar neste mercado em expansão. Entre as novidades desde ano estão: a ação social “Carequinhas do Bem”, onde os visitantes aprenderão a fazer carinhas divertidas que serão doadas a crianças em tratamento de câncer e a exposição “O antes e o depois dos mestres”, que retratará a evolução das obras de artesãos que se dedicaram a ensinar a arte milenar do patchwork nos últimos 30 anos.

Segundo Leila Chequer, organizadora da mostra “O antes e o depois dos mestres”, a proposta é chamar a atenção para o patchwork tradicional. “Queremos que o público veja como era a primeira fase do mestre e como é hoje. Serão duas peças para cada expositor. A ideia é mostrar a quem ama essa arte, a evolução dos trabalhos, fazendo com que o visitante que queira aprender veja que todos nós evoluímos com o dia a dia e que o aprendizado é constante”, afirma Leila, acrescentando que nesta primeira mostra foram convidados os artesãos que deram início ao patchwork no Brasil e se tornaram referência nesse mercado.

Ação Social Carequinhas do Bem

Este é o segundo ano que os “Carequinhas do Bem” estão presentes no evento, mas a ação social já acontece há três anos. Ela nasceu dentro da exposição “Boneca de Pano é Gente” que no primeiro ano trabalhou com a ideia de anjinhos para a doação. O projeto deu tão certo, que no ano seguinte surgiram os “carecas” para que fosse criada uma identificação maior com as crianças em tratamento. As carinhas foram tão bem recebidas pelos pacientes que a ação, desde o ano passado, vem ganhando força e vida própria, se desvinculando da exposição.

Organizada pelo coordenador da feira, Zeca Medeiros, e pela artesã Cris Lind, a ação visa criar uma corrente de positividade. Os visitantes serão convidados a participarem das oficinas gratuitas para confecção de carinhas sem cabelo que servirão de enfeites para pulseiras, lápis, anéis, enfeites de chapéu, arcos e chaveiros. “A pessoa escolherá o que quer montar, e a peça será acompanhada de uma mensagem positiva. O conjunto será doado para pacientes infantis internados em hospitais oncológicos. Queremos aumentar essa ação de amor e mobilizar muitas pessoas”, explica Zeca.

Segundo Cris Lind, o fato das carinhas não terem cabelo, trouxe uma identificação para as crianças em tratamento quimioterápico. “Elas são enfeitadas com laçinhos, fitas, gorros, flores e muito amor”, diz a artesã, acrescentando que quem participar da ação social terá acesso a um vídeo aula ensinando a confecção de um casal de bonecos carequinhas com roupinhas e chapéu.

Nos três anos de existência das oficinas gratuitas foram confeccionados dentro dos eventos mais de cinco mil bonecos. Eles foram acompanhados com mensagens de amor e distribuídos em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Artesãs de outros países como Dinamarca, EUA (Connecticut e Tennessee), Alemanha e Portugal já aderiram à causa e estão multiplicando a ação social. “Muitas pessoas que participaram das feiras anteriores aderiram a nossa proposta e continuaram confeccionando os bonequinhos e levando amor aos outros. Essa é a nossa intenção”, completa Zeca.

Os carecas do bem são uma criação da artesã Cris Lind, que com arte e sensibilidade soube dar vida a proposta. Ela estará presente no evento coordenando a ação social e também oferecendo um workshop (custo de R$ 290,00) que acontecerá no sábado, dia 18, das 13h às 16h, onde ensinará a confecção de um “pequeno jornaleiro”. “O boneco será uma homenagem aos jornais impressos que fazem parte de nossas memórias afetivas. Quem nunca ficou com as mãos e roupas sujas de tinta atrás de uma boa notícia?”, diz Cris.

Oficinas Populares “Faça e Venda”

As oficinas populares "Faça e Venda" têm o objetivo de incentivar o visitante a fabricar suas próprias peças, uma ótima oportunidade para quem quer economizar em presentes e aprender ou produzir para vender. Cada oficina custará R$ 25 e já inclui o material. Todos os produtos serão feitos à mão. A duração de cada aula será de 1 hora. As inscrições podem ser feitas no local do evento, a partir das 13h30, por ordem de chegada. As oficias serão coordenadas pela artesã Núbia Lisboa, e os temas são: pano de prato, porta bule, ecobag e acessório de coruja. Os dias e horários das oficinas “Faça e Venda” são os seguintes:

OFICINA Porta Bule: 4ª feira (15) e 6ª feira (17)

OFICINA Casal de corujas: 4ª feira (15) e 6ª feira (17)

OFICINA Ecobag: 5ª feira (16) e sábado (18)

OFICINA Pano de prato: 5ª feira (16) e sábado (18)

Segundo Zeca Medeiros, as oficinas são atraentes para quem procura por alternativas para fugir da crise. O número de pessoas que decidiu trabalhar por conta própria atingiu um dos maiores índices dos últimos cinco anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019. No ano passado, quase 24 milhões de brasileiros arregaçaram as mangas e tomaram a decisão de investir no próprio negócio e sobreviver em meio à crise. O Rio de Janeiro, segundos dados obtidos pelo Sistema de Informação Cadastrais do Artesanato Brasileiro – SICAB, foi entre os estados brasileiros, o que teve um crescimento mais expressivo, chegando a 176,7% nos últimos quatro anos. Em 2016 eram 4.957 cadastrados e hoje são 13 mil artesãos.

Esse crescimento é visto nos 20 anos da Patchwork Design. O evento tem obtido crescimentos expressivos nos últimos quatro anos. Em 2018 a organização do evento teve um faturamento de R$ 4 milhões, 7% a mais do que no ano anterior e ano passado foi 7.5%, esse ano espera-se um crescimento de 9%. A feira vai reunir 40 estandes de expositores de todo o Brasil, já que a Patchwork atrai artesãos de vários estados. Ela traz uma série de novidades em produtos de decoração, bonecas, moda, cama, mesa, artigos infantis e acessórios para artesanato.

Zeca Medeiros explica que mercado aquecido faz com que o artesanato passe a ser um negócio de família. “Diversos expositores trabalham com pais, filhos ou cônjuges. O trabalho em família apresenta resultados positivos na finalização do produto e no atendimento ao público e o faturamento de cada expositor na feira oscila entre R$ 12 mil e R$ 100 mil, dependendo do produto oferecido” diz.

SERVIÇO:

20ª FEIRA PATCHWORK DESIGN – Feira de artesanato com artigos variados e oficinas de artesanato “Faça e Venda” a R$ 25, com inscrição no local do evento. “Ação Social Carequinhas do Bem” e a exposição “O antes e depois dos Mestres”.

De 15 a 18 de abril – das 13h às 19h

Local: Clube Monte Líbano – Av. Borges de Medeiros, 701 – Lagoa.

Preço da entrada: R$ 24 a inteira e R$ 12 a meia.


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