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Profissionais de TI do Paraná são os mais produtivos do Brasil, segundo estudo.


Curitiba-PR 18/08/2020 10h54

Empresas do setor de TI do Estado faturaram 21% a mais em 2019

Produtividade por Estado - Tech Report 2020

O Paraná está na contramão do cenário brasileiro em relação ao setor de Tecnologia da Informação (TI), que apresenta tendência de queda em seu faturamento médio de 22,1%.

Enquanto estados como São Paulo recuaram 17%, o Paraná apresentou um crescimento de 21,8% em 2019 no quesito. Quando nos referimos ao faturamento total do setor, esta porcentagem aumenta para positivos 25,9%, contra negativos 19,7% de São Paulo.

Os dados fazem parte do relatório “Tech Report 2020 - Panorama do Setor de Tecnologia Catarinense 2020”, realizado pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), em parceria com a Neoway, empresa de software de big data, que recebeu o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), estatal de financiamento à ciência.

Em 2019, os paranaenses de TI faturaram R$21,2 bilhões contra R$16,8 bilhões em 2018, ficando apenas atrás de São Paulo quanto ao montante. As empresas de tecnologia no estado paulista faturaram R$115 bilhões, mas apresentaram queda significativa em relação ao ano de 2018, que registrou R$143,2 bilhões em faturamento.

PRODUTIVIDADE DOS PARANAENSES É MAIOR QUE EM OUTROS ESTADOS

Considerando a razão entre o faturamento médio e a média de colaboradores por empresa, a produtividade do setor de tecnologia do Paraná é a primeira do ranking entres as unidades da federação (UFs) avaliadas. A receita das empresas paranaenses por trabalhador é de 90 mil reais. Santa Catarina fica em segundo lugar com 77 mil, Rio Grande do Sul em terceiro com 67 mil e São Paulo vem em seguida com 52 mil.

O relatório também analisou as cidades que se destacam por sua eficiência produtiva e Curitiba ficou em primeiro lugar com R$108mil, 22 mil a mais que em 2018.

PARANÁ CRIOU MAIS EMPREGOS

O Paraná é o sexto estado brasileiro com o maior quadro de colaboradores no setor de tecnologia do Brasil, com taxa de 14,2 para cada mil trabalhadores formais em 2019. A taxa de crescimento dos empregos ficou em 15,5% de 2018 para 2019, a segunda maior entre as UFs citadas no relatório da Acate. Em primeiro lugar está a Bahia, com 20,6% de alta. No Paraná foram criados mais de 4.300 empregos no setor, no período analisado.

PRESENÇA DA TI

O Paraná é o quarto no ranking dos estados com o maior número de empresas do setor de tecnologia, com 19,6 mil, ficando apenas atrás dos estados de São Paulo (1º com 122,7 mil), Rio de Janeiro (2º com 30,3 mil) e Minas Gerais (3º com 26,3 mil).

O Brasil conta com 306,4 mil empresas atuando no setor de tecnologia. São cerca de 7 mil a mais em comparação com 2018.

Em 2019, no Paraná são 600 empresas a mais que em 2018. Ao todo, a cidade de Curitiba, capital paranaense, tem 4,4 empresas de TI por mil habitantes.

O PERFIL DE QUEM EMPREENDE

O Paraná fechou 2019 com 13 mil empreendedores a mais no setor de TI que em 2018, passando de 23 mil para 36,2 mil (concentração de 6% do total), deixando o estado somente atrás de São Paulo (244 mil ), Rio de Janeiro (68,2 mil) e Minas Gerais (52,9 mil).

De uma maneira geral, a nível nacional, o estudo revela que os empreendedores são predominantemente do sexo masculino: cerca de 73,9% do total de sócios registrados no Brasil. Desde 2015, essa participação está aumentando, enquanto a presença das mulheres no setor vem caindo. Em 2015, cerca de 29,5% dos empreendedores eram mulheres, mas, em 2019, a taxa caiu 3,4 p.p., passando para 26,1%.

Os empreendedores estão, em sua maioria, entre os 29 e 43 anos de idade. Na mesma faixa etária se encontram as mulheres empreendedoras, com média de idade de 46 anos. De 2015 para cá, a média de idade dos empreendedores do setor caiu, passando de 44 para 42 anos em 2019

AVALIAÇÃO DA ASSESPRO-PR SOBRE O CENÁRIO

Na avaliação de Adriano Krzyuy, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro-PR), o crescimento do setor de tecnologia do Paraná é uma consequência dos diversos investimentos e iniciativas que objetivam transformar o Estado no mais inovador do país.

Ele avalia os dados positivos como um reflexo das ações desenvolvidas entre entidades, governo, iniciativa privada e academia. Entre elas, Adriano destaca as iniciativas e debates promovidos acerca da educação no setor.

“Muitas vezes, quando o aluno sai da faculdade para o mercado de trabalho, muita coisa que ele aprendeu já está defasada em virtude da velocidade com que a tecnologia se transforma. Por isso, nos últimos anos, as instituições de ensino que atendem o setor têm refletido para proporcionar aos estudantes uma nova dinâmica de aprendizado. Estamos vendo os resultados na prática, com profissionais que apresentam alta produtividade para as empresas”, diz o presidente da Assespro-PR, entidade quem vem ao longo dos últimos anos encabeçando o debate no estado.

Adriano Krzyuy comenta ainda que a produtividade dos profissionais reflete diretamente no faturamento das empresas e do posicionamento no estado no topo do ranking, mas também proporciona ganhos na área do empreendedorismo e no desenvolvimento de ideias inovadoras.

Sobre o assunto, o Governador do estado do Paraná Carlos Massa Ratinho Junior comentou que a presença da tecnologia tende a crescer e se tornar cada vez mais importante em todos os segmentos. “Já não é possível imaginar os outros segmentos da economia, como a indústria, o comércio e o agronegócio, sem a participação da área de inovação. Por isso nos orgulha muito acompanhar o desenvolvimento e o destaque que o setor de tecnologia paranaense ganha no cenário nacional. O bom resultado é fruto de um trabalho conjunto que trará ainda mais frutos para o estado”, diz.


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