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Saiba quais são os 5 procedimentos que tornam um supermercado seguro contra o coronavírus


Florianópolis 24/08/2020 16h45

Testagem periódica de funcionários e de amostras das superfícies de toque frequente, como carrinhos, esteiras e cestinhas, são ações recomendadas por especialistas

Carrinhos de supermercado precisam ser desinfetados com frequência com produtos como álcool 70 - Pixabay

Apesar de pesquisas como a da Texas Medical Association apontarem que a ida ao supermercado oferece risco médio-baixo de contaminação por coronavírus, estes locais recebem diariamente centenas de pessoas e são um foco de preocupação. Mas há protocolos de segurança que podem ser adotados para amenizar os impactos negativos da pandemia sobre o setor, funcionários e clientes, para além da disponibilização de álcool em gel para higiene das mãos e controle de temperatura das pessoas que acessam o local. 

Segundo especialistas, os cuidados com as superfícies de toque frequente dentro do estabelecimento (carrinhos, esteiras e cestinhas) devem ser igualmente prioridade, pois o contato direto com áreas contaminadas também é uma forma de transmissão do coronavírus. “É necessário agir para tornar estes ambientes mais seguros. O primeiro passo é mapear os pontos de toque frequentes e otimizar os procedimentos de limpeza e desinfecção. A validação destes procedimentos é essencial para comprovar a sua efetividade”, explica Luiz Fernando Valter de Oliveira, CEO da empresa de biotecnologia Neoprospecta.

Para isso, análises de biologia molecular, que utilizam a técnica RT-PCR (sigla em inglês para transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase), são fundamentais, complementa Fernando. O método, utilizado em laboratórios desde 1983, pode ser aplicado em diversas áreas da pesquisa e do diagnóstico, como detecção de outros vírus, além de estar em avaliação para uso da análise do perfil genético de tumores. 

No caso das análises realizadas nos supermercados, elas permitem a avaliação ambiental, com o monitoramento periódico das superfícies de toque frequente e a validação dos procedimentos de higiene realizados, para garantir que não estejam contaminadas pelo vírus SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19. O álcool 70% é o principal produto usado nesse processo. Mas, em razão da alta procura por conta da pandemia, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, por meio de nota técnica, o uso de outros tipos de saneantes, como hipoclorito de sódio a 0,5%, alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%, Iodopovidona (1%) e peróxido de hidrogênio 0,5%, entre outros.“As amostras são coletadas, transportadas em temperatura ambiente com o uso de um tampão específico, o que garante a estabilidade da carga viral até o momento da análise”, explica Fernando.

Testagem de funcionários

Outro ponto importante sobre a segurança nos supermercados envolve os colaboradores. Além dos cuidados envolvendo as rotinas de higiene, a aplicação de testes periódicos em toda a equipe permite identificar precocemente funcionários infectados e evitar a disseminação da doença entre os demais. 

A startup BiomeHub, spinoff da Neoprospecta, é pioneira no Brasil no desenvolvimento de uma técnica de testagem em massa chamada “pool” para detecção da Covid-19 em pessoas assintomáticas. Com ele, é possível testar até 16 pessoas com uma mesma amostra, barateando o custo. Os testes aplicados pela a BiomeHub para detecção da presença do vírus são do modelo RT-PCR, também chamados de moleculares. Eles são os mais sensíveis e precisos para identificar a presença do vírus em um indivíduo contaminado. 

Em todo o Brasil, mais de mil empresas de diversos portes e setores já aderiram a este modelo de testes da BiomeHub. A estimativa é de que até dezembro um milhão de brasileiros sejam testados pelo laboratório. 

O que fazer para reduzir as chances de transmissão de coronavírus no estabelecimento

1. Disponibilizar álcool em gel aos clientes na entrada e caixas;

2. Limitar o número de pessoas presentes no interior da loja a 30% de sua capacidade total;

2. Medir a temperatura de todos os clientes na entrada, já que temperatura alta pode ser um dos sintomas da presença do vírus na pessoa;

4. Manter as superfícies de contato, como carrinhos, esteiras e cestinhas, sempre higienizadas com álcool 70% ou outros produtos saneantes substitutos autorizados pela Anvisa, como hipoclorito de sódio a 0,5%, alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%, iodopovidona (1%), peróxido de hidrogênio 0,5%, ácido peracético 0,5%, quaternários de amônio (exemplo: cloreto de benzalcônio 0,05%), compostos fenólicos, desinfetantes de uso geral com ação virucida;

5. Realizar a testagem periódica dos funcionários para identificar assintomáticos, isolar contaminados e evitar surtos da doença no ambiente.


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