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Artista visual viaja o mundo retratando a mulher moderna em obras de arte digital


São Paulo 09/12/2020 09h23

Priscilla Vezzit é brasileira e mora atualmente na França

Obra Elizabeth Mirror de Priscilla Vezzit

Unindo fotografia com intervenções de recursos digitais, Priscilla Vezzit Ferreira é uma das mulheres modernas e artistas referência na arte digital, segmento que vem ganhando cada vez mais admiradores e adeptos ao redor do mundo. Com sua criatividade e talento, a artista visual viajou por diversos países registrando as belezas, enigmas, olhares, traços e reflexões contidas no universo feminino. Suas obras retratam o sexo feminino como objeto central expondo para o mundo a mulher moderna, empoderada e livre em suas mais diferentes faces.

Brasileira, que atualmente reside na França, Priscilla começou sua carreira dominando os mistérios da fotografia. Por trabalhar com turismo, viajou por todo o mundo registrando com maestria as imagens de cada país que visitou. Hoje na arte digital, ela vem roubando a cena com um trabalho que tem a beleza como ponto de partida.

Priscilla faz parte do grupo de artistas da UP Time Art Gallery, galeria itinerante que reúne artistas do Brasil e de países da Europa para oferecer as pessoas trabalhos que retratam e inspiram emoções, causas e vidas. Confira, abaixo, uma análise em primeira mão da obra "No Espelho de Elizabeth" da artista feita por Marisa Melo, especialista em arte e fundadora da UP Time Art Gallery, expondo o processo criativo, inspiração e visão artística de Priscilla.

No “Espelho de Elizabeth”, as dualidades de Priscilla Vezzit Ferreira

Todo espelho é mágico porque nos sugere dois mundos. O que nós habitamos, com seus desafios e limitações, e um outro, misterioso, que nos leva com Alice, para o Mundo das Maravilhas. O espelho nos mostra além do que escolhemos enxergar. A obra “O Espelho de Elizabeth”, da artista visual Priscilla Vezzit Ferreira, é uma composição extremamente elaborada, repleta de sugestões e significados. Para iniciar nosso mergulho é fundamental capturar o aspecto dual da obra. A começar pelo próprio espelho, que, desde Afrodite, simboliza a vaidade. O aspecto terreno, a valorização do efêmero, da aparência. Ao mesmo tempo, refletindo a luz, o espelho também representa sabedoria e consciência espiritual. Priscilla usa as cores para delimitar significados. Na metade superior prevalecem o preto e o dourado. Preto que representa poder, mas também mistério e sofisticação. O dourado, símbolo máximo da riqueza material, mas que também está conectado à noção de divindade, das pirâmides aos altares. Os arabescos trazem formas sensuais, voluptuosas, mas aí reside outro contraste, porque a origem deles, na representação de formas da natureza, tem raízes profundas na arte religiosa.

Na metade inferior, o vermelho impera, trazendo com ele um mundo de amor e sedução, de sangue e fogo, ainda que suavizado na feminilidade de flores, lábios, cabelos e unhas. O jaguar acompanha de perto essa linha, como símbolo de força e violência mas, ao mesmo tempo, de sintonia e clarividência, com as pedras preciosas que completam o quadro da vaidade mas também trazem suas vibrações de cura e purificação. A imagem de Priscilla Vezzit nos traz o perfume de Dolce&Gabbana. Num casamento de sentidos que já uniu Versace a Elton John. Uma imagem de sonho e elegância, com uma mensagem forte para o observador. Como o quadro, cada um de nós tem seu lado Yin e seu lado Yang. O físico coexistindo com o espiritual. Um convite à conciliação, com o corpo físico superando a simples vaidade, e se valorizando como instrumento de ação para construir um mundo mais elevado, mais consciente e mais humano.


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