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Pandemia e a ressignificação da figura do líder


São Paulo - SP 11/06/2020 19h06

*Rode Ziembick, Chief People Officer da Lendico, fintech de empréstimo pessoal online

Rode Ziembick, Chief People Officer da Lendico, fintech de empréstimo pessoal online - Divulgação

Nos últimos meses as relações de trabalho se tornaram o tema principal das conversas corporativas. Adoção do home-office, desafios dessa condição de trabalho, produtividade, integração e saúde mental foram alguns dos assuntos mais debatidos, assim como as ações de empresas dos mais diferentes portes e segmentos para seguirem operando.

Muito se questionou sobre a capacidade de as empresas se reorganizarem, mudarem seus processos, trabalharem com as equipes separadas, distantes e redefinirem suas rotas. Como garantir a produtividade e o engajamento sem o presencial?

Do lado do colaborador o desafio não era menor, afinal o home-office agora tinha um fator complicador composto por filhos, pais, família e uma situação desconhecida chamada pandemia do coronavírus. Como manter entregas e dinâmica do trabalho, participar de reuniões, dar uma força nos afazeres domésticos e nas tarefas das crianças?

Em teste estavam a capacidade de adaptação de líder e liderados ao “novo normal”, o desapego ao presencial e a necessidade de geração e aumento da confiança entre cada parte de um todo que forma esse ecossistema chamado corporação.

Eis que as semanas foram passando e tudo foi se organizando. Mais uma vez o ser humano reforçou sua capacidade de adaptação. De repente, tudo passou a funcionar e o temido e desconhecido trabalho remoto deixou de ser novidade.

Ponto para o líder, que se reinventou em um cenário de caos, que conseguiu seguir engajando seu time, cobrando e motivando, mesmo à distância. Em paralelo, esse novo líder aperfeiçoou sua experiência digital para que a conversa olho no olho não fizesse tanta falta. Não dá mais para tomar aquele café, mas dá pra fazer uma conferência. Dá para falar de metas, competências, ansiedade e emoções de líder e liderado, mesmo com uma tela os separando.

Com o estabelecimento dessa nova dinâmica de trabalho, surgem para o líder novas oportunidades. Uma delas é ressignificar seu papel na condução das equipes, na disseminação e preservação da cultura e valores da empresa e na capacidade de se superar em tempos de caos e crise, onde não havia um exemplo a ser seguido.

Foram tantos aprendizados nesses últimos meses que o líder desses tempos de pandemia sairá fortalecido. Compreenderá melhor a importância da comunicação e colaboração entre todos. Que a adaptação e redefinição de rotas faz parte do processo. Que flexibilidade é importante, sim. Que crise é oportunidade e que aprender não significa acertar tudo.

Assim, não consigo dar um nome para esse novo líder. Talvez com o passar do tempo e a superação desses dias desafiadores, enxergue uma definição mais marcante. Hoje, posso chamá-lo de líder ressignificado.


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