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Contratações de estagiários e aprendizes voltam a crescer no país


São Paulo - SP 15/09/2020 11h09

Jovens aprendizes do CAMP CENTRO - Divulgação/CAMP CENTRO

Devido ao isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, cerca de 44 milhões de crianças e adolescentes de todo o Brasil, não frequentam mais as salas de aula, de acordo com A Unicef. Dos que estavam matriculados antes da pandemia, 4 milhões não conseguiram continuar as atividades escolares em casa. Segundo os dados, no país, pelo menos 4,8 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso à internet em casa, enquanto outros milhões têm acesso precário ou sofrem com falta de equipamento.

Uma pesquisa do Datafolha encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures, investigou o cotidiano de estudos em casa de alunos das redes pública municipal e estadual no Brasil. Na percepção de pais ou responsáveis, a desmotivação dos estudantes aumentou de 46% em maio para 51% em julho. O estudo também indica que aumentaram as dificuldades para manter a rotina em meio a quarentena e, com isso, subiu de 31% para 38% o temor de que os filhos desistam da escola.

Outro levantamento feito pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) mostra que, em junho, as contratações de estagiários e de aprendizes voltaram a crescer. No estado de São Paulo foram registradas 3.900 contratações. Já em julho, o número chegou a 5.869 novas contratações. Por outro lado, apesar do crescimento nas contratações nos últimos dois meses, em São Paulo, o primeiro semestre deste ano acumula uma queda de 16% no número de vagas abertas para estagiários no estado e de 23,4 % para aprendizes em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Centro De Aprendizagem e Melhoramento Profissional, entidade de assistência social sem fins lucrativos, atende a jovens em vulnerabilidade, dos quais muitos não têm acesso à internet. O CAMP CENTRO oferece, por exemplo, atividades socioeducativas. O esforço é para que os jovens estejam preparados também para entrevista virtual. O Centrou se adaptou à realidade e oferece as atividades de apoio para os Jovens Aprendizes online.

Desde a sua fundação, em 1992, a entidade já atendeu, preparou e inseriu mais de 9.000 jovens em situação de vulnerabilidade social no mundo do trabalho. Para Hugo Felipe, Educador Social no CAMP CENTRO, o ingresso destes jovens em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho pode impactar diretamente no futuro destas pessoas, em suas vidas profissional e emocional. “"Possuímos um grande número de jovens brasileiros em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal que, de certo, se sentem desamparados pela sociedade. Uma política que visa a inclusão de jovens de forma ativa e participativa na economia do país, como é a Lei 10.097/2000, e entidades que promovam a assistência social baseada na formação cidadã do indivíduo, assim como é a atuação do CAMP CENTRO, trazem os jovens a um novo mundo, onde possuem a possibilidade de serem cidadãos participativos e com estímulos para transformar sua realidade social", afirmou.


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