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Os carpetes são mesmo vilões da saúde respiratória?


São Paulo - SP 07/10/2020 09h13

Estudos estrangeiros mostram que, na verdade, podem ser úteis para impedir a suspensão de partículas causadoras de crises alérgicas

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Segundo o último relatório consolidado feito pelo Ibope, em parceria com a farmacêutica Boehringer Ingelheim, cerca de 44% dos brasileiros sofrem com sintomas recorrentes de doenças respiratórias, sendo a asma uma das principais delas, com crises comumente desencadeadas por corpos irritantes como a poeira. Estima-se que atualmente o Brasil possua cerca de 20 milhões de asmáticos e em um cenário global, a situação é ainda pior, contabilizando aproximadamente 300 milhões de pessoas que convivem com a doença.

E o problema é sério, já que a doença é uma das principais causas de internação no país e leva à morte cerca de 2 milhões de brasileiros por ano, conforme mostra o estudo A Asma na Visão e na Vida dos Brasileiros, realizado em 2019.

No entanto, ao contrário do senso comum, os carpetes podem ser verdadeiros aliados para a diminuição de crises de doenças respiratórias. É isso que mostrou um estudo feito na Alemanha pela Sociedade dos Engenheiros e Laboratórios Ambientais gui-lab. Sabendo que a poeira fina chega às vias superiores através da boca e nariz, e entendendo que uma pessoa comum passa cerca de 90% da vida em ambientes fechados, os cientistas criaram a hipótese de que os carpetes poderiam, na verdade, ajudar a reter as partículas que ficam suspensas no ar e causam irritação das vias aéreas. A teoria foi comprovada: ao contrário de estabelecimentos com pisos frios ou lisos, aqueles que possuíam revestimento em carpete demonstraram uma qualidade de ar 50% menos comprometidas por fragmentos de poluição.

Ao longo dos quinze anos de estudo, o grupo coordenado pelo Dr. Andreas Winkens, também conclui que ao reter as partículas no solo, se torna muito mais fácil de eliminá-las com uma limpeza constante, fácil e adequada, feita com aspirador comum.

Outra análise realizada pela agência de pesquisa holandesa TNO*, sob comando do Dr. Jan Duyzer, revelou que pelo tamanho bastante reduzido das partículas de poeira, com diâmetro inferior a 2,5 μm até 10 μm, quase invisíveis a olho nu, se torna mais difícil perceber a realidade dessa situação perigosa. A pesquisa in-loco também comprovou que a quantidade dessas partículas é consideravelmente menor em ambientes com pisos têxteis em comparação àqueles com pisos frios.

Franklin Delgado, diretor de A Pérola dos Tapetes, comenta essa preocupação no mercado. “Carpete sempre será uma excelente escolha de revestimento de piso. Contribui consideravelmente para a melhora da qualidade do ar e do conforto termo acústico do ambiente, além disso tem um baixo custo e é simples de ser instalado. O avanço tecnológico nos permite oferecer hoje uma nova geração de carpetes em placa em parceria com o fabricante São Carlos. O carpete ZYKLUS, por exemplo, recebe tratamento antifúngico, antiácaro e antivírus, então com certeza é uma escolha segura”.


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