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Mentorias empresariais e outplacement ganham espaço em empresas durante a crise agravada pela pandemia


São Paulo 20/11/2020 13h21

Segundo pesquisa do IBGE, o pessimismo dos brasileiros quanto aos cenários futuros também tem aumentado e cerca de 40% acreditam em uma piora da crise

Divulgação - On-Board Mentoring

A pandemia inesperada de 2020 vem afetando diversos setores e elevando a crise econômica a níveis inimagináveis para algumas empresas e organizações. De forma geral, os empresários vivem incertezas sobre como agir e o que fazer para se adaptarem a uma realidade ainda desconhecida e a tantos novos desafios impostos pelo mercado - que desde a Segunda Guerra Mundial não enfrentava uma crise de tamanha proporção.

Aceleradas pela pandemia, também testemunhamos mudanças profundas no modo de produção e de trabalho a partir da revolução digital. Estamos aprendendo a atuar em sistema home office, cada vez mais conectados e compartilhando educação e conhecimento no formato EAD.

Impactadas por esse cenário, as empresas buscam, cada vez mais, qualificação, agilidade e eficácia na tomada de decisão, criando alta demanda por especialistas que os auxiliem não apenas a identificar problemas, mas também a traçar caminhos inovadores, como acontece no setor de serviços de mentoria e consultoria empresarial.

Com mais de 25 anos de experiência em grandes corporações, Rossana Pavanelli, profissional de alta performance e CEO da recém-lançada On-Board Mentoring (OBM)®, explica que é muito importante que as empresas tenham conhecimento sobre as diferenças entre Mentoria e Consultoria na hora de contratar e optar por um ou outro. “Atualmente, vejo a mentoria como uma alternativa mais eficaz, tendo em vista o momento que vivemos. Ela resolverá o problema pontualmente, de forma cirúrgica e em curto prazo. A experiência do mentor poderá apontar novos caminhos para empresas que se veem inseguras quanto aos próximos meses e anos”, pontua Rossana, que tem em seu portfólio grandes empresas como Bauducco e EMS.

Retomada de empregabilidade

Também diante das oscilações que o mercado vive hoje, surge dentro de muitas organizações uma nova perspectiva para aqueles que não conseguiram manter seu quadro de funcionários intacto diante da pandemia e da transição tecnológica, mas que possuem processos e culturas organizacionais humanizadas e desejam contribuir com a jornada dos colaboradores que deixarão o time: o Outplacement. São empresas especializadas em apresentar soluções para profissionais que serão desligados do time e precisam de uma recolocação rápida no mercado.

De acordo com Rui Rosa, ex-superintendente Executivo Financeiro do Bradesco, com mais de 35 anos de experiência e cofundador da OBM, nesse momento em que empresas estão dispensando profissionais em razão da crise econômica e global, muitas se veem preocupadas com a continuidade dessas pessoas no mercado e, por isso, procuram por serviços que oferecem algum tipo de benefício para o ex-colaborador. “Olhando a partir desse ângulo, é interessante que esses profissionais tenham algo que os qualifique para outras oportunidades; algo que diga: esse profissional tem certificação e avaliação positiva de empresas que atendeu efetivamente. Geralmente essas iniciativas estão dentro do que chamam de programas de desligamento. Contudo, além dos benefícios desses programas, é atrativo que se pense em alternativas que deem autonomia para esses profissionais”, ressalta o ex-CFO do Bradesco.

Com os impactos da pandemia afetando até mesmo o alto escalão, os cargos em C-level, os programas de desligamento tornam-se mais frequentes, principalmente quando se trata do afastamento de executivos em indústrias de médio e grande porte. Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha, já são mais de 1,5 milhão de executivos disponíveis no mercado de trabalho no Brasil.

Rossana Pavanelli destaca que os grandes executivos costumam estar em empresas por longos períodos, o que torna o processo de desligamento mais doloroso e custoso para a empresa (que nesse momento precisa se replanejar) e também para o profissional, que de alguma maneira necessitará recalcular sua rota. “A crise chegou a todos os níveis, porém o mercado está aberto a novas ideias, a soluções 'fora da caixa'. O que torna a atratividade de empresas no estilo 'Eu S/A' ainda maior, principalmente se, por trás delas, estão profissionais com vasta bagagem ̶ que é o caso de profissionais seniores com mais tempo de jornada, considera a fundadora da OBM, que chega ao mercado para aproximar mentores e empresas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, desde o mês de maio até setembro de 2020, mais de 4 milhões de brasileiros ficaram desempregados. O pessimismo dos brasileiros quanto aos cenários futuros também tem aumentado: dois em cada três acreditam em um aumento da inflação nos próximos meses, seis em cada dez (59%) acreditam no aumento do desemprego e, em relação à situação econômica, 40% avaliam que a crise no Brasil irá piorar.

Diante dos dados, mais do que nunca se faz necessário que as empresas tenham planos de ação eficazes e uma visão avançada do que poderá ser explorado para manter a estabilidade dos negócios e aumentar a confiança na volta de números positivos de crescimento. É à frente desse cenário, que as empresas de mentoria, consultoria e outplacement ganham espaço dentro das corporações.


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