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Grana Capital, IMPACTO e Ser Solidário se unem para incentivar contribuintes a doarem parte do Imposto de Renda para projetos sociais


Rio de Janeiro - RJ 26/03/2021 11h11

Por meio do app Grana, que automatiza a gestão do IR para investidores da Bolsa, os usuários recebem um passo a passo de como efetuar doações no sistema da Receita

André Kelmanson (CEO da Grana Capital) e Camila Soares (CEO da IMPACTO) - Thaís Cunha

A Grana Capital, fintech que oferece o primeiro aplicativo a automatizar a gestão do Imposto de Renda para investidores da Bolsa de Valores, fechou uma parceria com a plataforma IMPACTO, que conecta doadores a causas de organizações não-governamentais, e com a startup Ser Solidário, que impulsiona a destinação de impostos para projetos sociais. O objetivo das três empresas é estimular os contribuintes a direcionarem até 3% dos seus IRs a fundos de apoio à criança e ao adolescente.

Nos meses de março e abril, os usuários do app Grana vão receber, junto aos relatórios com todas as informações necessárias para declararem o IR sobre renda variável de forma correta, um manual explicando como fazer as doações pelo programa da Receita Federal. O contribuinte consegue checar qual é o valor disponível para doação com base no que foi pago de impostos, determinar a quantia que deseja doar e selecionar entre fundos municipais, estaduais ou nacionais. Além dos fundos da infância e adolescência, também é possível, no sistema de declaração do IRPF, apoiar fundos do idoso.

Segundo o Brasil Giving Report 2020, pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF) que mapeia o perfil do doador individual no país, 78% dos brasileiros se envolveram em pelo menos uma atividade solidária em 2019. O apoio a crianças e jovens é a segunda maior causa que mobiliza doações, com 39% dos entrevistados afirmando que doaram para esse tipo de projeto em 2019. Com a possibilidade de doar para os fundos por meio do IR, este número pode vir a aumentar.

Para o CEO da Grana Capital, André Kelmanson, é preciso disseminar cada vez mais informações sobre este mecanismo, como meio de fortalecer a cultura da doação no Brasil:

– Atualmente, são mais de 15 mil usuários que utilizam o nosso aplicativo, número que vem crescendo neste momento em que os investidores precisam entregar suas declarações à Receita. A partir da parceria com a IMPACTO e a Ser Solidário, ficou claro como é possível oferecer um passo a passo didático para o contribuinte realizar uma doação que, muitas vezes, não é feita por falta de conhecimento. É um meio de o indivíduo ter a certeza de que pelo menos parte do imposto que está pagando vai diretamente para uma causa social de extrema importância no local onde vive, seja na cidade, estado ou país.

A IMPACTO foi criada com o intuito de conectar indivíduos que desejam fazer doações a projetos de ONGs que, normalmente, têm pouca estrutura e visibilidade. Para garantir transparência no processo, utiliza-se a tecnologia blockchain: na plataforma da IMPACTO, as ONGs vão prestando contas sobre o andamento dos projetos, de modo que o doador consegue acompanhar todo o uso do dinheiro.

Camila Soares, CEO da IMPACTO, considera que o trabalho com a Grana Capital reforça o uso democrático da tecnologia para o desenvolvimento socioeconômico:

– Nunca tivemos tantos investidores na Bolsa como agora, o que já mostra uma democratização de acesso ao mercado financeiro. O Grana representa a simplicidade da nova economia, de uma tecnologia que facilita que as pessoas conheçam sobre seus investimentos e impostos. Agora, vai facilitar também uma educação sobre a importância da doação e o apoio a causas sociais relevantes. É o impacto de gente boa que quer fazer coisas boas.

Já a Ser Solidário auxilia instituições a se cadastrarem para receberem verbas dos fundos que contam com os impostos doados. Em sua trajetória de mais de quatro anos, a startup também incentiva profissionais dentro de grandes empresas, como a Petrobras, a doarem parte dos IRs como uma atividade de voluntariado.

– Muitos indivíduos não fazem doações por associarem a um gasto de tempo e de dinheiro, além de desconhecerem parte dos seus direitos e deveres como cidadãos. A destinação de impostos é um mecanismo rápido: o doador não perde dinheiro, apenas faz um investimento social por meio de um imposto que já pagaria de qualquer forma. No processo, o dinheiro só ganha valor para voltar ao investidor, além de representar um bem para a comunidade – explica Frederico David e Campos, CEO da Ser Solidário.


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