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Sem Festa do Fundidor, mas com muita história para contar


Joinville 13/10/2020 16h47

Em função da pandemia, Escola Técnica Tupy cancela 41ª do evento, que seria realizada em dezembro, mas reforça sua homenagem aos profissionais do setor

Divulgação

Comemorar a dedicação e o trabalho dos profissionais da área de fundição faz parte da história e da tradição da Escola Técnica Tupy (ETT). Há 40 anos a instituição homenageia os trabalhadores do setor e promove, em dezembro, a tradicional Festa do Fundidor. Neste ano, em função da pandemia provocada pelo novo coronavírus que impede a realização de eventos públicos e aglomerações, a celebração não poderá seguir os moldes tradicionais.

Nem por isso, avisa a coordenadora do evento e professora da ETT, Maria Inez Reinert, a data será esquecida. “A Festa do Fundidor já é um marco na cidade e faz parte do calendário anual, pois representa a integração, o congraçamento e o respeito a uma classe. Neste ano, infelizmente, não será possível sua realização, mas publicamente queremos destacar essa história, a presença e a colaboração de todos os trabalhadores que durante esses 40 anos estiveram conosco. Queremos ainda agradecer aos nossos patrocinadores, que nos apoiam em todas as edições”, ressalta.

Realizada anualmente desde 1979, a Festa do Fundidor ocorre sempre na primeira quinzena de dezembro. O mês foi escolhido em função do Dia de Santa Bárbara - padroeira dos profissionais da área de fundição - festejado em 4 de dezembro. Neste ano, excepcionalmente, a 41ª edição do evento teve de ser cancelada como medida preventiva contra a disseminação da Covid-19.

A primeira edição, conta a professora Maria Inez, nasceu de forma espontânea nas dependências da fundição da Escola Técnica Tupy. “Naquele dia, o engenheiro Jacob Friedrich Reimer fez uma pequena integração e o singelo evento foi um dos embriões da Festa do Fundidor”, lembra. “Atualmente, representa a valorização da classe, o reencontro de ex-alunos, professores e colegas de profissão, como extensão de seu ambiente de trabalho. Tudo isso faz parte da história da metalurgia.”

Hoje com outras proporções, o evento reúne cerca de mil participantes por ano. Além de ser um momento para diversão, alegria, chope e muita conversa, a festa é uma oportunidade para homenagear um trabalhador com o título de Fundidor do Ano. Escolhido por uma banca constituída pelos homenageados dos anos anteriores, o eleito recebe um troféu e um diploma em agradecimento aos serviços prestados à indústria de fundição.

Na última edição da festa, realizada em 2019, Iberê Roberto Duarte foi o agraciado. A ele caberá a honra duplicada: já que o evento não ocorrerá em 2020, o título será mantido até que o troféu possa ser entregue ao novo escolhido, em 2021.

“Considero esta homenagem um reconhecimento ao trabalho e à dedicação que prestei como professor na Escola Técnica Tupy durante 33 anos. A escolha é feita por um grupo de pessoas de muita importância ao setor de fundição, portanto, ser reconhecido por eles é ser valorizado. Sei que há muitos colegas que merecem esta homenagem, mas considero que eu os represento. O mérito não é só meu”, diz Duarte.


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