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Economia circular, preservação ambiental e mobilização consciente: como a indústria pode ser mais sustentável na pandemia


Campinas 13/11/2020 11h57

Matérias-primas renováveis ampliam em 40% vendas de embalagens para resíduos, mas consumidor também exige responsabilidade corporativa

A pandemia de COVID-19 exacerbou ainda mais a preocupação da sociedade com a sustentabilidade do planeta. Diante da rápida expansão do vírus, das medidas sanitárias, do isolamento e escassez de recursos, mais do que nunca ficou claro como o desequilíbrio ambiental pode gerar novas ameaças para o ser humano em escala global. Como resultado, cresce a cada dia a preocupação do consumidor em escolher produtos mais seguros para o meio ambiente.

“Como as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa, a maior produção de resíduos domiciliares fez com que a demanda por sacos para lixo crescesse como um todo, mas registramos um aumento de 40% na procura pelos produtos fabricados com material renovável e/ou reciclado, como o Embalixo Vegano e o Embalixo Carbono Zero, lançamentos deste ano”, destaca o diretor comercial da Embalixo, Rafael Costa.

Pioneira no setor ao adotar práticas sustentáveis em todo seu ciclo de produção, a Embalixo se antecipou às expectativas dos clientes. De acordo com pesquisa da Akatu e Globescan realizada em 27 países, incluindo o Brasil, mais de 80% dos consumidores esperam que as empresas cuidem do que está sob seu controle operacional, mais de 70%, que não agridam o meio ambiente e mais de 60%, que estabeleçam metas para tornar o mundo melhor, priorizando ainda questões dos funcionários.

“Nos últimos anos só fabricamos produtos que contenham material renovável ou reciclado”, destaca Costa. “Além disso, fazemos campanhas internas de otimização de insumos junto aos nossos colaboradores, com o intuito de que eles repliquem esses conceitos em casa e para outras pessoas, criando uma corrente de hábitos sustentáveis”, ressalta o diretor, lembrando ainda que a legislação que prevê metas para descarte correto de resíduos já completa 10 anos, mas o Brasil ainda recicla apenas 3% de suas 79 milhões de toneladas de lixo produzidas por ano.

Outra medida adotada pela empresa é a logística reversa das embalagens, por meio de compensação ambiental, em uma parceria com o selo Eu Reciclo. ”Pensamos no consumo consciente de 100% dos nossos produtos e é uma ação que contribui ainda com as cooperativas de reciclagem, gerando emprego e renda”, acrescenta Costa. A plataforma Embacycle, criada pela Embalixo, é mais uma inovação no setor, abrangendo produtos como a linha renovável e o primeiro saco para lixo capaz de inativar até 99,999% do Coronavírus MHV-03. “Conseguimos desenvolver o material pré consumo e também pós consumo, sendo um diferencial na cadeia da economia circular, com produtos obtidos através de processos não poluentes, geradores de mínima poluição, mesmo que custem um pouco mais caro”.

Para as indústrias que ainda correm atrás do tempo perdido ou mesmo duvidam que ser sustentável seja necessário ou lucrativo, o diretor Rafael Costa aponta que é um caminho longo, mas que necessariamente precisará ser percorrido por todas as empresas que quiserem sobreviver. “Acreditamos que chegará um dia que marcas e produtos que não respeitam o meio ambiente serão extintas do mercado”, analisa. “As empresas precisam ter um propósito de negócios e deixar seu legado, por isso seguimos nossos pilares de inovação e sustentabilidade, buscando, claro, praticidade ao consumidor, mas sempre preocupados com a questão ambiental e a economia circular”, conclui.

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