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Desburocratização, crédito imobiliário e investimentos foram os principais assuntos no último dia do Summit Novo Mercado Imobiliário

Ribeirão Preto (SP), 10 de julho de 2020 – O evento Summit Novo Mercado Imobiliário, encontro digital e gratuito, que aconteceu entre os dias 7 a 9 de julho, na plataforma online Youtube, trouxe cerca de 30 profissionais que debateram temas do futuro do universo do mercado imobiliário. Nesta quinta-feira (9/7) aconteceu o último encontro, com três painéis e a participação de cerca de 15 especialistas no assunto que debateram temas como desburocratização, crédito imobiliário e investimentos.

O primeiro painel do dia trouxe o tema “Desburocratização do mercado imobiliário” com os profissionais Ricardo Telles, CEO da Perplan; Karolina Menezes, gerente jurídico do ForCasa e Cesar Pinheiro, advogado e professor, com mediação de Wagner Oliveira, especialista em loteamentos. Karolina Menezes abriu o debate falando sobre os impactos que a burocracia pode ter sobre o setor imobiliário. Segundo ela, as leis não só atrapalham como empobrecem o setor de algumas formas, citando o exemplo da Estônia. “O país foi pioneiro nesse quesito e houve uma redução das burocracias. Isso levou a um impacto muito grande no PIB, resultando em 2%. Para chegar a uma economia com essa grandeza, só mesmo através da simplificação”, alertou. O CEO da Perplan, Ricardo Telles, confirmou o pensamento e acredita que a burocracia é um problema nacional. “O Estado intervém em assuntos que não são deles. Querem legislar nas dimensões de um apartamento e na quantidade de área verde que temos que inserir. São tantas exigências, muitas delas legítimas, mas muitas provenientes da cabeça de um técnico”, comentou.

O professor, advogado e membro da comissão de loteamentos do CRECISP, Cesar Pinheiro, alertou uma possível solução para a situação das burocracias. “Temos que ter uma lei com a preposição do século XXI, porque aí teremos um estudo objetivo dizendo que não é necessária uma área pública para uma UBS, por exemplo, porque existem outros bairros que já atendem essa demanda”.

O segundo painel do dia trouxe o assunto “Crédito Imobiliário”. Durante uma hora, os profissionais Gustavo Pagotto, da Creditas; Tarcisio Paschoalato, da Bild Desenvolvimento Imobiliário; Guilherme Bruno, da Homelend e Márcio Souto, do Banco Alfa, debateram temas como atenção ao crédito imobiliário, fraudes, bureau de crédito, novo consumidor em função da informalidade dos profissionais diante da pandemia e fintechs. O encontro foi mediado por Fernanda Machado, diretora da Felí.

Para Gustavo Pagotto, da Creditas, o papel das fintechs – termo que surgiu da união das palavras financial e technology que são majoritariamente startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro – é ajudar as pessoas a entenderem as outras possibilidades de créditos que as pessoas podem ter. “Vejo como um olhar para frente, como uma educação financeira mesmo, mostrando para muitas pessoas que acham que endividamento é ruim. Ruim é um crédito com altas taxas”, disse. Márcio Souto, do Banco Alfa, vê a fintech, de um lado, como um provocador, e do outro, até mesmo como parceiro. “O mercado de crédito imobiliário tem muito para ser explorado. Concorrência vai existir, mas é saudável. Seja trabalhando junto ou concorrendo no mercado. O importante é que há muito para ser trabalhado”. Guilherme Bruno, da Homelend, destacou que o Brasil é um país mal explorado e a qualquer ângulo que procurar, será possível ver que ainda existe muito espaço para crescer. “Em financiamento, por exemplo, o Brasil é um país de primeiro mundo”. Para ele, os juros devem sim ser competitivos. “Não concordo com as fintechs brigarem com os bancos. Nosso papel é de ampliar e não competir”, alertou.

A discussão abordou ainda temas como financiamento. Tarcisio Paschoalato, diretor de crédito da Bild Desenvolvimento Imobiliário, deixou um alerta: “podendo, façam uma dívida. Dessa forma, é possível canalizar as energias para aquele objetivo”. Para ele, alguns trabalhos que as fintechs estão fazendo de massificar e levar o crédito a muita gente que não tinha acesso é importante. “Este é um mercado que deve ser explorado”.

Fernanda Machado, diretora da Felí, concluiu o debate dizendo que a fintech veio para complementar o que os bancos não conseguem acessar. “Hoje, muitas pessoas não conseguem comprovar renda, em função do emprego informal, e o nosso papel acaba sendo inclusive de educação financeira”. Para ela, o painel foi resumido em uma única palavra: oportunidade. “Oportunidade para quem está informando, oportunidade de novos produtos e novas necessidades, oportunidade de ter um imóvel com taxas atrativas”, concluiu.

O último debate do Summit Novo Mercado Imobiliário abordou a temática “Imóvel como investimento dentro do novo cenário econômico”, com Monica Saccarelli da Grão; Guilherme Ávila, da XP Investimentos; Marcelo Jensen, da D&C; e Paulo Deitos Filho, da CapTable e CapRate.

A principal incógnita hoje do setor é o que que muda no cenário econômico com a pandemia. Marcelo Jensen, diretor da D&C;, acredita no retorno aos escritórios no período pós pandemia. “O cenário hoje é de home-office, mas em breve, acredito na volta aos escritórios. As empresas são formadas pelo relacionamento das pessoas. E isso é fundamental. Somos muito preocupados com o distanciamento social”. Mas, o diretor acredita que haverá sim uma readequação dos espaços e das formas das pessoas trabalharem. “Empreendimentos de boa qualidade nunca estarão vazios. Mal localizados e mal construídos sim. Estes terão problemas. Haverá uma adaptação na forma de construir, com ativos cada vez mais sustentáveis”.

Neste cenário, Paulo Deitos Filho, confounder da CapTable e CapRate, acredita que haverá uma diminuição de idas aos escritórios. Para ele, o residencial é o que mais tende a mudar: “imóveis menores como living cedem lugar para imóveis maiores em condomínios com área verde. Esta é a principal mudança em residencial que eu acredito”.

Assuntos como fundos de investimentos e multifamily properties também foram abordados. Para Guilherme Ávila, da XP Investimentos, a multifamily é uma classe de ativos que irá cada vez mais se desenvolver no Brasil. “Já é uma realidade muito forte em outros países”, disse.

O Summit Novo Mercado Imobiliário foi uma realização da Terravista, em parceria com Datastore e o grupo formado pelas empresas Bild Desenvolvimento Imobiliário e Vitta Residencial Construtora e Incorporadora e Felí (correspondente bancário). A participação foi gratuita.

Sobre a Bild Desenvolvimento Imobiliário

Fundada em 2007, a Bild Desenvolvimento Imobiliário é uma incorporadora e construtora reconhecida pela capacidade de identificar grandes oportunidades no mercado imobiliário. É uma empresa com mais de 12 anos de atuação nas cidades de Ribeirão Preto, Bauru, Araraquara e Franca. Possui uma multiplicidade de empreendimentos residenciais, comerciais e hoteleiros, totalizando mais de 6.400 unidades lançadas e 3.500 clientes: são 41 empreendimentos lançados, destes 20 já foram entregues (incluindo dois hotéis).

Sobre a Vitta Residencial Construtora e Incorporadora

A construtora atua no mercado regional do Estado de São Paulo e Minas Gerais e tornou-se referência no setor imobiliário, com mais de 17 mil imóveis lançados nas cidades de Ribeirão Preto, Sertãozinho, Bauru, Araraquara, Piracicaba, Jaboticabal, Franca e Serrana e, recentemente, Uberlândia. São 10 anos de construção de uma história de marca de valor, apoiados em inovação, competitividade e foco constante no cliente. A Vitta Residencial já entregou mais de 9 mil unidades neste período de atuação no mercado regional. Hoje vem ampliando, de forma acelerada, seu desenvolvimento para manter-se como uma marca empregadora e em pleno ritmo de expansão pelo País.

Sobre a Felí

A empresa, especialista em crédito imobiliário, é uma spin-off do grupo Bild e Vitta. Nasceu em 2020, por isso, é conhecida como a novata mais experiente do mercado. Atua como correspondente bancário desde 2012, sendo que neste tempo já atendeu a mais de 10 mil clientes, disponibilizando mais de R$ 1 bilhão de crédito através dos principais bancos.

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