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Setor de logística promete forte modernização para 2023

Setor de logística promete forte modernização para 2023

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay 

Investimentos em tecnologia, inovações e infraestrutura devem tornar os empreendimentos mais lucrativos

Após viver um período de expansão, motivado sobretudo pelo crescimento do e-commerce durante a pandemia da Covid-19, o setor de logística se prepara para um novo momento. A expectativa é que, a partir do próximo ano, sejam realizados mais investimentos em tecnologias, inovações e infraestrutura com o objetivo de otimizar os processos, ampliar as atividades e, consequentemente, aumentar o faturamento.

Estudo global do International Data Corporation (IDC) revelou que 25% das empresas da área de logística devem incorporar a tecnologia no processo de envio de cargas por meio de uma plataforma Software As a Service (SaaS) em 2023. Segundo as organizações, a medida busca aumentar a eficiência e reduzir os custos das operações.

Outra pesquisa, realizada pela Transparency Market Research, apontou projeções do setor para o próximo ano. A expectativa é que o volume transportado alcance 92 bilhões de toneladas, e o valor do mercado global chegue a, aproximadamente, R$ 15,5 trilhões.

Cenário nacional

No Brasil, o setor deve seguir as tendências do cenário internacional de investir em tecnologia, inovação e infraestrutura. A  Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) estima que a iniciativa privada deve aplicar R$ 124,3 bilhões até 2026. Os recursos serão distribuídos entre portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e mobilidade urbana.

Empresas também precisam intensificar o processo de digitalização para atender às demandas criadas pelo novo comportamento do consumidor. A pandemia da Covid-19 impulsionou o e-commerce, o que impactou diretamente na parte logística — responsável por armazenar, transportar e entregar produtos.

O e-commerce nacional deve encerrar o ano de 2022 com crescimento de 12% em relação a 2021, conforme estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Para 2023, também é esperado um desempenho positivo, o que tende a impulsionar os resultados também do setor de logística.

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Momento favorável aos investidores

A modernização do setor de logística e as projeções otimistas para o próximo ano podem tornar os negócios deste segmento mais atrativos aos investidores. 

Para a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), na hora de investir é recomendável avaliar o ritmo de atividade dos setores econômicos e suas projeções para tomar decisões mais precisas.

Na Bolsa de Valores (B3) há 423 fundos de investimentos imobiliários (FIIs), de acordo com as informações da própria instituição. Uma parcela deles direciona os recursos dos cotistas para empreendimentos do setor, como os galpões logísticos. A oferta é variada e inclui nomes como GGR Covepi Renda (GGRC11), Hedge Logística (HLOG11), Infra Real Estate (FINF11), Newport Logística (NEWL11) e Votorantin Logística (VTLT11).

O aquecimento do setor de logística tem reduzido a taxa de vacância dos empreendimentos, segundo informações do relatório feito pela SDS Properties em parceria a Fulwood e divulgado pela Associação Brasileira de Logística (Abralog). 

Na prática, os empreendimentos tornaram-se mais rentáveis para os investidores. O faturamento de galpões e condomínios logísticos alcançou a cifra de R$ 2,6 bilhões em contratos de aluguel entre janeiro e junho de 2022, representando o crescimento de 60% em comparação com o valor total alcançado em todo o ano de 2021.

Como investir em FIIs

Os FIIs são um tipo de investimento de renda variável disponível na B3. Para investir, é necessário abrir uma conta em uma plataforma que vai dar acesso ao home broker da Bolsa.

O investimento é feito por meio da compra de cotas do fundo. Após a aquisição, o cotista passa a ter uma participação em um empreendimento imobiliário. 

Os fundos de tijolo investem na compra ou exploração de imóveis prontos, como galpões logísticos, centros de distribuição, salas comerciais e shoppings.

Também há os chamados fundos de papel, que adquirem títulos imobiliários, como Letras de Crédito (LCIs), Letras Hipotecárias (LHs) e Certificados de Recebíveis (CRIs). Os recursos do fundo financiam projetos do setor. Há, ainda, os fundos de fundos (FoFs) que direcionam os recursos para outro FII.

A remuneração do investidor pode ocorrer de duas formas: por meio do pagamento de proventos ou pela venda da cota após a sua valorização.

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